Pensada para o Brasil
Sua pegada de carbono, com a floresta na conta
No Brasil, o desmatamento é a maior fonte de emissões. Aqui, a parte ligada à carne que você come entra no seu resultado.
Ninguém recebe nota. O resultado mostra de onde vêm as emissões e o que depende de você, do seu trabalho e das decisões coletivas.
- Resultado sem criar conta nem e-mail
- Fatores brasileiros com fonte e ano (SEEG, EPE, MCTI, Ember): ver a lista
- Cada hipótese explicada na aba Metodologia do resultado
Quer acompanhar sua evolução? No resultado, você pode criar uma conta gratuita para salvá-lo (opcional). Já tem conta?
O que vamos perguntar
Cinco áreas que concentram a maior parte das emissões de uma pessoa.
- Mobilidade cotidianaDeslocamentos do dia a dia
- ViagensVoos e longas distâncias
- MoradiaEnergia e gás da casa
- AlimentaçãoPerfil alimentar geral
- ConsumoCompras, eletrônicos, roupas
Por que isso importa?
Soluções locais para um desafio global.
Calcular a própria pegada ajuda a conectar escolhas individuais concretas com os objetivos globais das trajetórias climáticas.
O que é uma pegada de carbono?
É uma estimativa das emissões de gases de efeito estufa associadas ao seu modo de vida ao longo de um ano. Diferentes fontes são expressas em toneladas de CO₂ equivalente.
Com o desmatamento ligado à carne bovina consumida no país, o brasileiro médio sobe para cerca de 5,4 t (média calculada por esta calculadora, que conta esse desmatamento no Brasil). Outros países também importam desmatamento (soja, carne), não contabilizado aqui.
E no território brasileiro? Contando o desmatamento, o Brasil emite cerca de 10 t por pessoa por ano. Quase metade (42 %) vem da mudança de uso da terra, sobretudo desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Esse número mede tudo o que é emitido no país, inclusive para produzir carne e soja exportadas, por isso não se compara diretamente com as barras acima. Fonte: SEEG 13 (Observatório do Clima), emissões brutas de 2024.
Por que reduzir as emissões?
As emissões mundiais ainda crescem. Com as políticas atuais, quase não cairiam até 2050, rumo a +2,8 °C; mesmo com todas as promessas cumpridas, seriam +1,9 °C. Para limitar o aquecimento, precisam cair de 37 % a 57 % até 2035, e a média mundial por pessoa chegar a ~2 t em 2050 (abaixo de 2 °C), ou ~1 t (1,5 °C).
Acordo de Paris. Em 2015, quase todos os países se comprometeram a manter o aquecimento bem abaixo de 2 °C e a buscar 1,5 °C; os marcos de ~2 t e ~1 t por pessoa em 2050 vêm dessas metas. A meta do Brasil (NDC): reduzir as emissões líquidas de 59 % a 67 % até 2035 em relação a 2005, desmatamento incluído. Ver as metas na ONU.
Quem emite, e quem já emitiu?
Por ano, a China é a maior emissora. No acumulado desde 1850, os EUA e a Europa pesam mais: o CO₂ fica séculos na atmosfera. O Brasil entra no topo pelo desmatamento.
Só com combustíveis fósseis, o Brasil fica em 13º por ano e em 19º no acumulado. Com o desmatamento, sobe para 5º e 4º. Por pessoa em 2024: 9,8 t com desmatamento, 2,3 t sem (média mundial 5,3 t e 4,7 t).
Esses números contam só o CO₂ emitido no território, inclusive o desmatamento para produzir carne e soja exportadas. A sua pegada mede outra coisa: o que você consome, com todos os gases (como o metano do boi) e só o desmatamento ligado à carne que você come. Nessa conta, o brasileiro médio fica em cerca de 5,4 t e o mundo em 6,7 t.
Por que seu contexto importa?
Onde você vive, sua moradia, os transportes disponíveis, a matriz energética e as infraestruturas influenciam o resultado. Um exemplo: a eletricidade.
Como funciona?
Suas respostas viram atividades anuais, combinadas com fatores de emissão documentados. Quando você não sabe um dado, usamos uma hipótese documentada. A Metodologia completa fica numa aba do resultado.
- Suas respostaskm, contas, refeições
- Atividade anualkWh, km, kg por ano
- × Fator de emissãocom fonte e ano
- tCO₂e por anopor categoria
Limites planetários
O clima é um de nove sistemas que mantêm a Terra habitável. Em 2026, cientistas avaliaram que sete desses limites já foram ultrapassados, entre eles clima, biodiversidade, uso da terra e oceanos. A calculadora mede só o clima, mas várias ações (comer menos carne, consumir menos) aliviam vários limites ao mesmo tempo.
- Mudança climáticaUltrapassado
- Integridade da biosferaUltrapassado
- Mudança no uso da terraUltrapassado
- Água doceUltrapassado
- Fluxos de nitrogênio e fósforoUltrapassado
- Novas entidades (plásticos, químicos)Ultrapassado
- Acidificação dos oceanosUltrapassado
- Ozônio estratosféricoDentro do limite seguro
- Aerossóis atmosféricosDentro do limite seguro
Triângulo da inaçãoO que depende de você? A transição não depende só de você.
Ação coletiva
Superar o triângulo da inação
Para transformar a sociedade, precisamos repensar nossa maneira de produzir e consumir.
Isso exige mudanças ao mesmo tempo nos cidadãos, nas organizações e nos governos.
Quando cada parte espera a outra agir primeiro, a transição climática desacelera.
Na prática, a transição ecológica depende da combinação entre escolhas individuais, mudanças coletivas e decisões estruturais.
Conceito inspirado no “triangle of inaction”, popularizado em debates de transição ecológica e ação climática sistêmica.
Justiça climáticaNem todos contribuem da mesma forma, nem enfrentam os mesmos impactos.
Vulnerabilidade desigual. A crise climática não afeta todas as pessoas da mesma forma. Países, populações e comunidades que menos contribuíram historicamente para as emissões frequentemente são os mais vulneráveis aos impactos.
Pensar a transição ecológica também significa discutir desigualdade, acesso, adaptação e responsabilidade compartilhada.
A meta de ~2 t por pessoa em 2050 precisa ser entendida com equidade: quem emite mais precisa reduzir mais rápido, sem impedir condições dignas de vida para todos.
Responsabilidade desigual