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Uma jornada curta para entender, comparar e agir melhor.

Pensada para o Brasil

Sua pegada de carbono, com a floresta na conta

No Brasil, o desmatamento é a maior fonte de emissões. Aqui, a parte ligada à carne que você come entra no seu resultado.

Ninguém recebe nota. O resultado mostra de onde vêm as emissões e o que depende de você, do seu trabalho e das decisões coletivas.

  • Resultado sem criar conta nem e-mail
  • Fatores brasileiros com fonte e ano (SEEG, EPE, MCTI, Ember): ver a lista
  • Cada hipótese explicada na aba Metodologia do resultado
42 %das emissões do Brasil vêm do desmatamento e do uso da terraSEEG, 2024, emissões brutas

O que vamos perguntar

Cinco áreas que concentram a maior parte das emissões de uma pessoa.

  • Mobilidade cotidianaDeslocamentos do dia a dia
  • ViagensVoos e longas distâncias
  • MoradiaEnergia e gás da casa
  • AlimentaçãoPerfil alimentar geral
  • ConsumoCompras, eletrônicos, roupas

Por que isso importa?

Soluções locais para um desafio global.

Calcular a própria pegada ajuda a conectar escolhas individuais concretas com os objetivos globais das trajetórias climáticas.

O que é uma pegada de carbono?

É uma estimativa das emissões de gases de efeito estufa associadas ao seu modo de vida ao longo de um ano. Diferentes fontes são expressas em toneladas de CO₂ equivalente.

EUA22,2Alemanha13,2França9,4Mundo6,0Brasil5,0
tCO₂e por pessoa por ano (2022). Emissões ligadas a tudo o que o país consome (famílias, governo e investimentos), incluindo importações. Não inclui desmatamento e uso da terra. Fonte: OCDE, Greenhouse Gas Footprints 2025.

Com o desmatamento ligado à carne bovina consumida no país, o brasileiro médio sobe para cerca de 5,4 t (média calculada por esta calculadora, que conta esse desmatamento no Brasil). Outros países também importam desmatamento (soja, carne), não contabilizado aqui.

E no território brasileiro? Contando o desmatamento, o Brasil emite cerca de 10 t por pessoa por ano. Quase metade (42 %) vem da mudança de uso da terra, sobretudo desmatamento na Amazônia e no Cerrado. Esse número mede tudo o que é emitido no país, inclusive para produzir carne e soja exportadas, por isso não se compara diretamente com as barras acima. Fonte: SEEG 13 (Observatório do Clima), emissões brutas de 2024.

Por que reduzir as emissões?

As emissões mundiais ainda crescem. Com as políticas atuais, quase não cairiam até 2050, rumo a +2,8 °C; mesmo com todas as promessas cumpridas, seriam +1,9 °C. Para limitar o aquecimento, precisam cair de 37 % a 57 % até 2035, e a média mundial por pessoa chegar a ~2 t em 2050 (abaixo de 2 °C), ou ~1 t (1,5 °C).

0204060GtCO₂e/ano1990202420352050Lacuna: 30 Gt19 Gt até 2 °C42 Gt30 até 2 °CHoje: 54,4 Gt6,7 t/pessoa+2,8 °Cpolíticas atuais+1,9 °Cpromessas cumpridas< 2 °C~2 t/pessoa1,5 °C~1 t/pessoa
Emissões mundiais em GtCO₂e por ano; os valores por pessoa são médias mundiais para orientar a escala do esforço, não uma cota individual. Inclui desmatamento e uso da terra: por isso a média mundial aqui (~6,7 t) é cerca de 0,7 t maior que no gráfico de pegada por país. A faixa mostra a incerteza das políticas atuais. « Promessas cumpridas »: todas as metas nacionais (NDCs), inclusive as condicionais, e todas as metas de neutralidade de carbono. As setas mostram a lacuna entre as políticas atuais e 1,5 °C, segundo a ONU (2035 e 2050). Fontes: histórico, Jones et al. (2025) via Our World in Data; cenários e lacunas, ONU (PNUMA), Emissions Gap Report 2025; população, ONU WPP 2024. Gráfico baseado em Climate Action Tracker (nov. 2024).

Acordo de Paris. Em 2015, quase todos os países se comprometeram a manter o aquecimento bem abaixo de 2 °C e a buscar 1,5 °C; os marcos de ~2 t e ~1 t por pessoa em 2050 vêm dessas metas. A meta do Brasil (NDC): reduzir as emissões líquidas de 59 % a 67 % até 2035 em relação a 2005, desmatamento incluído. Ver as metas na ONU.

Quem emite, e quem já emitiu?

Por ano, a China é a maior emissora. No acumulado desde 1850, os EUA e a Europa pesam mais: o CO₂ fica séculos na atmosfera. O Brasil entra no topo pelo desmatamento.

China27,7 % 12,0 GtEUA11,6 % 5,0 GtÍndia7,4 % 3,2 GtRússia5,0 % 2,2 Gt5º Brasil4,8 % 2,1 GtIndonésia3,2 % 1,4 GtJapão2,2 % 1,0 GtIrã1,9 % 0,8 GtArábia Saudita1,6 % 0,7 GtRD Congo1,5 % 0,7 Gt

Só com combustíveis fósseis, o Brasil fica em 13º por ano e em 19º no acumulado. Com o desmatamento, sobe para 5º e 4º. Por pessoa em 2024: 9,8 t com desmatamento, 2,3 t sem (média mundial 5,3 t e 4,7 t).

Esses números contam só o CO₂ emitido no território, inclusive o desmatamento para produzir carne e soja exportadas. A sua pegada mede outra coisa: o que você consome, com todos os gases (como o metano do boi) e só o desmatamento ligado à carne que você come. Nessa conta, o brasileiro médio fica em cerca de 5,4 t e o mundo em 6,7 t.

% do CO₂ mundial (em 2024, com desmatamento e uso da terra); só CO₂, emissões no território de cada país, sem os outros gases e sem as importações. Países, sem blocos como a União Europeia. Fonte: Global Carbon Budget (2025) via Our World in Data, CC BY 4.0.
Por que seu contexto importa?

Onde você vive, sua moradia, os transportes disponíveis, a matriz energética e as infraestruturas influenciam o resultado. Um exemplo: a eletricidade.

Índia670China525Mundo458EUA384Brasil110França41
gCO₂e/kWh. Ember 2026 / Our World in Data, ciclo de vida (2025), Brasil incluído. Mesmos fatores usados no cálculo.
Como funciona?

Suas respostas viram atividades anuais, combinadas com fatores de emissão documentados. Quando você não sabe um dado, usamos uma hipótese documentada. A Metodologia completa fica numa aba do resultado.

  1. Suas respostaskm, contas, refeições
  2. Atividade anualkWh, km, kg por ano
  3. × Fator de emissãocom fonte e ano
  4. tCO₂e por anopor categoria
Limites planetários

O clima é um de nove sistemas que mantêm a Terra habitável. Em 2026, cientistas avaliaram que sete desses limites já foram ultrapassados, entre eles clima, biodiversidade, uso da terra e oceanos. A calculadora mede só o clima, mas várias ações (comer menos carne, consumir menos) aliviam vários limites ao mesmo tempo.

  • Mudança climáticaUltrapassado
  • Integridade da biosferaUltrapassado
  • Mudança no uso da terraUltrapassado
  • Água doceUltrapassado
  • Fluxos de nitrogênio e fósforoUltrapassado
  • Novas entidades (plásticos, químicos)Ultrapassado
  • Acidificação dos oceanosUltrapassado
  • Ozônio estratosféricoDentro do limite seguro
  • Aerossóis atmosféricosDentro do limite seguro
7 de 9 limites ultrapassados. Dados: Planetary Health Check 2026, Potsdam Institute for Climate Impact Research.
Triângulo da inaçãoO que depende de você? A transição não depende só de você.

Ação coletiva

Superar o triângulo da inação

Para transformar a sociedade, precisamos repensar nossa maneira de produzir e consumir.

Isso exige mudanças ao mesmo tempo nos cidadãos, nas organizações e nos governos.

Quando cada parte espera a outra agir primeiro, a transição climática desacelera.

Na prática, a transição ecológica depende da combinação entre escolhas individuais, mudanças coletivas e decisões estruturais.

Conceito inspirado no “triangle of inaction”, popularizado em debates de transição ecológica e ação climática sistêmica.

Cidadãosações individuaisGovernospolíticas públicasOrganizaçõesempresas einstituiçõesO outro primeiro.Quando cada parte esperaa outra agir, a transiçãoclimática desacelera.
Justiça climáticaNem todos contribuem da mesma forma, nem enfrentam os mesmos impactos.

Vulnerabilidade desigual. A crise climática não afeta todas as pessoas da mesma forma. Países, populações e comunidades que menos contribuíram historicamente para as emissões frequentemente são os mais vulneráveis aos impactos.

Pensar a transição ecológica também significa discutir desigualdade, acesso, adaptação e responsabilidade compartilhada.

A meta de ~2 t por pessoa em 2050 precisa ser entendida com equidade: quem emite mais precisa reduzir mais rápido, sem impedir condições dignas de vida para todos.

Responsabilidade desigual

1% do topo≈17%10% do topo48%50% da base12%
No mundo, os 10 % que mais emitem respondem por quase metade das emissões (48 %). Os 50 % que menos emitem, por apenas 12 %. Só o 1 % do topo responde por cerca de 17 %. Dados de 2019, considerando o consumo e os investimentos de cada pessoa. Fonte: Chancel (2022), World Inequality Report 2022.